Presidente Antônio Carlos:
sua história
Antônio Carlos Ribeiro de Andrada,
advogado, professor e político, nasceu em Barbacena, em 1870,
e faleceu no Rio de Janeiro, em 1946.
Realizou os estudos preparatórios
no Colégio Abílio, em Barbacena e o curso superior
na Faculdade de Direito de São Paulo. Ainda estudante, nesta
cidade, filiou-se ao Clube Republicano Mineiro, colaborando com
o jornal propagandista Vinte e Um de Abril.
Formado, Antônio Carlos foi
Promotor Público da comarca de Ubá e, posteriormente,
Juiz Municipal. Mudando-se para Juiz de Fora, atuou como professor
de História, Política e Direito Comercial. Foi proprietário,
diretor e redator do Jornal do Comércio e um dos fundadores,
posteriormente, do Jornal Mercantil.
Foi Vereador e Presidente da Câmara,
em 1894, e, em 1902, Secretário das Finanças do Governo
Francisco Sales, substituindo o Coronel Francisco Bressane de Azeredo
na Prefeitura de Belo Horizonte.
Foi eleito Senador Estadual, no período
de 1907 a 1910 e, no ano seguinte, elegeu-se Deputado Federal. Uma
vez reeleito, foi líder da maioria da Câmara Federal,
assumindo a Presidência, em 1919. Foi também relator
do orçamento da União. Em 1917, deixou o mandato para
assumir o Ministério da Fazenda, no Governo Venceslau Brás.
Elegeu-se Senador Federal em 1925,
e, no ano seguinte, representou o Brasil no Congresso Internacional
de Finanças, em Londres, e no Congresso Parlamentar, em Genebra.
Eleito Presidente de Minas pelo Partido
Republicano, Antônio Carlos tomou posse em 7 de setembro de
1926. Suas principais realizações foram a fundação
da Universidade de Minas Gerais, a construção da rede
de prédios escolares, a reorganização da rede
ferroviária do Sul de Minas Gerais, a criação
do Instituto Mineiro de Defesa do Café, a modernização
das Estâncias Minerais, principalmente Poços de Caldas
e a instituição do voto secreto. Como Presidente do
Estado, foi o organizador da Aliança Liberal, entidade partidária
que lançou o nome de Getúlio Vargas e João
Pessoa a Presidente da República e a Vice, em 1930. Com a
derrota fraudulenta destas, pelo então Presidente Washington
Luís, Antônio Carlos articulou a Revolução
de 1930, levando Vargas ao poder.
Com a recusa do Partido Republicano
Mineiro - PRM em aderir ao governo vitorioso de Vargas, Antônio
Carlos criou o Partido Progressista, organizado para apoiar o Governo
Federal, sendo eleito seu primeiro Presidente. Na época da
viagem de Getúlio Vargas à Argentina e ao Uruguai,
o então Presidente da Câmara, Antônio Carlos,
assumiu a Presidência da República de 16 de maio a
7 de junho de 1935. Após o golpe de 1937, Antônio
Carlos saiu da vida pública nacional, sendo, ainda, já
nas vésperas de sua morte, procurado pelo presidente eleito,
General Dutra, para consultas sobre assuntos políticos e
financeiros. Antônio Carlos foi membro do IHGB - Instituto
Histórico e Geográfico Brasileiro - tendo publicado
várias obras sobre economia.
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